para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

o apelido

...eu tinha sete anos e lembro como se fosse ontem.
eu gostava de estar metido no meio dos grandões do bairro, nesse caso era menos conceituado pela turma e realmente era; tinha o aspecto físico muito frágil e havia perdido parte de meus dentes além da galera ficar tirando onda das minhas orelhas de abano.
...um certo dia em que estávamos jogando bola com essa rapaziada, os mais velhos resolveram apelidar os mais novos...foi um festival de gargalhadas! lembro de alguns apelidos que ficaram marcado na minha lembrança como " zé calcinha" e " beronha", este último até hoje nos cruzamos por aí.
...e Sérgio ( um dos grandões) olhou pra mim com uma imensa gargalhada acompanhada dos outros e disse: ah!! vc tem uma cara de rato...com essas orelhas, magrelo...
...aí então não teve jeito...!

Um comentário:

  1. "Iê Camaradinho!"...que bom que a roda de capoeira não tem endereço fixo...e na volta que o mundo dá conheci você...PROFESSOR!!Entre rasteiras, bandas, ginga e muita esquiva existem as reflexões...porque você ensinou que se joga mais com a cabeça do que com o corpo!!A cabeça pensa...o corpo executa.
    Conhecer sua história é também um aprendizado, e nos motiva seguir adiante. No saudosismo que transpõe na sua história, fica em nós o exemplo e a vontade de vivenciar histórias como as suas.E não canso de dizer que ser sua aluna é uma honra...um privilégio!!

    Iê...Viva o Rato camará!!!

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