Chegar aos 36 anos de idade não foi tão fácil, talvez o fosse se, esta ordem cronológica seguisse linearmente seu rumo sem os percalços da vida, e os anos corressem como um filete d´água sem criar seus braços e não encontrar outras vazões... Mas seguir essa ordem ( ainda que alguns estejam só de passagem por aqui) essa vida não tem sentido.Fico com as palavras de Ariano Suassuna que quer vida eterna, pois essa vida é muito boa!!Nessa altura dos acontecimentos o famoso túnel do tempo é um refrigério, (era mais difícil naquele tempo), tenho saudade dos amigos que já se foram, dos primeiros anos escolares, da rua que ensinava muita coisa, mas o mundo era realmente melhor!!
Agora...bom agora passei a tomar mais café, os pelos da orelha e do nariz crescem numa velocidade absurda!! Entretanto não tenho mais a ansiedade dos adolescentes,enxergo as coisas sobre outro prisma e a prudência nas ações é que me guiam ( a capoeira me leva, a capoeira me trás). E apesar de algumas mudanças físicas naturalmente acontecerem continuo fazer as mesmas coisas, porém sem euforia e com mais qualidade.
Às vezes as crises existênciais nos atropelam, mas descobrimos que não estamos sozinhos e as pessoas são um refúgio...um porto seguro! Hoje em dia podemos intervir nas coisas, podemos trabalhar menos, curar doenças, ter qualidade de vida, conforto, um lugar para morar e viver um pouquinho mais!! Mas porque essa DESORDEM no mundo em que vivemos? Naquele tempo não tinha a tecnologia e todo o aparato cibernético que temos hoje, mas tinha mais harmonia e respeito.
Podemos detectar o problema e no entanto não temos a solução!
...daqui vou vivendo enquanto é tempo.Os anos, se bem aproveitado, é uma experiência libertadora.

V i v e r é m u i t o p e r i g o s o
ResponderExcluirGuimarães Rosa
O tempo é um percurso cheio de caminhos que vamos escolhendo sem sequer saber onde nos levará. E, apesar da imprevisibilidade, tentamos aprender a difícil arte da escolha. Uma vaga ideia de certo e errado nos guia nessas opções.
De início corremos, pensando em chegar a algum pódio, até a consciência concluir, em depressivo estado, que não há lugar algum.
A boa notícia é que nessa hora começamos a perceber o que nos rodeia. Diminuimos o passo e conseguimos perceber as belezas e segredos das estradas. ( Lógico que também a podridão que a permeia, mas isso já outra -deprimente- história, que não quero pensar agora).
Claramente vemos as pessoas - peças realmente precosas - cujas presenças valem a pena todo esforço e sacrifício de viver. Apesar de ser perigoso!!!!
Jaguatirica
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ResponderExcluir"peças realmente preciosas"