Dentro da hierarquia do Grupo Kauande existe a corda-roxa, que dá o significado de PROFESSOR de capoeira nesta instituição. Pode-se entender essa condição de várias formas: direcionar,organizar ou guiar para chegar a um fim, não sei qual! talvez dar um reconhecimento ao aluno que tanto defendeu a arte, alguma espécie de motivação. E na pior das hipóteses, um adestramento de pessoas que estão inseridos na casa,cada um no seu devido lugar não mais que uma função. Rubem Alves nos dá uma boa reflexão para analisar tal questão: a relação entre o que é ser professor, e o que é ser educador.
Façamos a analogia sobre eucaliptos e jequitibás: os eucaliptos, essa raça sem vergonha que cresce depressa para substituir as velhas árvores seculares que ninguém viu crescer nem plantar. Para alguns gostos , fica até mais bonito: todos enfileirados, em posição de sentido, preparados para o corte. E para o lucro. Estes são professores que habitam um mundo diferente: são entidades descartáveis, são funções; é uma entidade gerenciada, administrada, está nas mãos dos interesses do sistema.
Nesta análise podemos imaginar o quanto existe de limitação quando ficamos amarrados a uma espécie de corda, graduação ou rótulo que poucos entendem: é uma sigla para fins institucionais. É PRECISO IR ALÉM, a graduação é uma espécie de mapa.No entanto existe árvores que é diferente de todos, que sentiu coisas que ninguém sentiu, ou seja, existem capoeiristas que viu e sentiu o que ninguém jamais pode imaginar. E os educadores são como as velhas árvores: possuem uma face, um nome, uma "estória" a ser contada.
Para estes, o seu habitat é a relação com seus alunos, que se estabelece a dois alimentando esperanças. O ritmo do educador não segue o ritmo do mundo da instituição; a sua interioridade faz a diferença.É uma vocação, jamais imposição ou função!! Mas o mundo mudou, as florestas foram abatidas. Em seu lugar, eucaliptos. E algumas pessoas têm a ilusão de poderem ser educadores e não sabem que o controle passou das mãos das pessoas para a lógica das instituições (grupos). Para Rubem Alves à formação do educador é necessário reaprender a falar, a palavra é seu instrumento, mesmo quando seu trabalho inclui os pés. Todos seus gestos são acompanhados pela palavra.
Nesta análise podemos imaginar o quanto existe de limitação quando ficamos amarrados a uma espécie de corda, graduação ou rótulo que poucos entendem: é uma sigla para fins institucionais. É PRECISO IR ALÉM, a graduação é uma espécie de mapa.No entanto existe árvores que é diferente de todos, que sentiu coisas que ninguém sentiu, ou seja, existem capoeiristas que viu e sentiu o que ninguém jamais pode imaginar. E os educadores são como as velhas árvores: possuem uma face, um nome, uma "estória" a ser contada.
Para estes, o seu habitat é a relação com seus alunos, que se estabelece a dois alimentando esperanças. O ritmo do educador não segue o ritmo do mundo da instituição; a sua interioridade faz a diferença.É uma vocação, jamais imposição ou função!! Mas o mundo mudou, as florestas foram abatidas. Em seu lugar, eucaliptos. E algumas pessoas têm a ilusão de poderem ser educadores e não sabem que o controle passou das mãos das pessoas para a lógica das instituições (grupos). Para Rubem Alves à formação do educador é necessário reaprender a falar, a palavra é seu instrumento, mesmo quando seu trabalho inclui os pés. Todos seus gestos são acompanhados pela palavra.
Deixemos o alerta aos futuros capoeiristas para que não fiquem em função de rótulos, siglas onde a pessoa passou a ser definida pela produção: sua identidade é engolida pela função de professor, reduzindo-se a funções amarradas dominado por grupos, empresas e pelo Estado!Há um ser humano por trás das amarras da corda. Aos capoeiristas deseja-se que despertem sim para uma vocação: a de educador sem dúvida exige fé e coragem. Este, para o autor "é fundador de mundos, mediador de esperanças, pastor de projetos" e para nós este é um jequitibá.
# Conversas com quem gosta de ensinar-(Rubem Alves)
Não esqecendo que para ser bem aproveitado, o eucalipto deve estar reto, sem muitos problemas na estrutura, não serve senão para lenha. Mas tem o seu valor, queima devagar e aquece bem o ambiente. Não se enganem, nem os eucaliptos altivos, nem o que se extingue tem o devido valor, de árvore. Apenas o momentâneo pecúnio!!!
ResponderExcluirPrefiro a paciência dos longos invernos tatuando nos caules anos de experiência.
jaguatirica