A existência de um ambiente de confiança entre educador e educando para que ousem trazer seus não-saberes pode e deve ser vivido na prática da capoeira. Isto se dá pela postura de fazer perguntas, o que não é prática comum entre nós.Na verdade, o que acontece com muitos de nós é justamente o contrário: nos tornamos especialistas em dar respostas. E quando perguntamos, é somente para confirmar nosso saber e conferir o saber do outro; assim o ato de perguntar se dá de forma isolada. As perguntas surgem em momentos de dúvida, de reconhecimento, de readequação de nosso discurso. Aprendo a perguntar mediante o aprendizado de aprender a falar; está ancorado em outras vivências. O ato de perguntar é a possibilidade de criar, ao mesmo tempo entrelaçar os fios de tecido da minha/nossa prática na capoeira. Penso que, aquele que educa/ensina, vive na prática a compreensão do erro como possibilidade de acerto. Então, será que quando damos respostas prontas e mastigadas aos nossos alunos não estamos anunciando/denunciando que não queremos que eles entrem em contato com os nossos não saberes? Fica a indagação...
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