para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

sábado, 25 de dezembro de 2010

os bons morrem jovens.

Apenas faço o papel de escritor ou coisa parecida! Não sei falar da lágrima que agora cai de mim, nem conseguiria...Minha alma está partida em mil pedaços.

                                                              WILSON,
vc vai me fazer uma falta!
esteja em um lugar melhor que esse, irmão querido
fique com Deus.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

agora sim!!!

Após cair em uma prova final de Sociologia da Educação, sob uma espectativa de "vestibular", sobrevivi à mais uma pegada. Realmente foi um ano difícil, cheio de percalços e obstáculos que precisavam ser superados, na vida e na capoeira. Graças à Deus nunca estive sozinho, contei  com o apoio de "anjos da guarda" velando pela minha proteção. São pessoas que não se explica, as sente! Pessoas anônimas e da família ( e todos capoeiristas) que se doam sem receber nada em troca. Que Deus ilumine o caminho de vcs! Aos que estão chegando neste universo da capoeira desejo boa sorte, pois a renovação é necessária para que eu possa superar a ausência daqueles que não estão entre nós.E para alguns que não entenderam e desitiram da caminhada, a distância é recomendável. Quero deixar meu mais sincero agradecimento aos alunos Chinchila, Delicada e Sagui pela dedicação nos treinos e o companheirismo nas rodas e eventos que aconteceram nesse ano ( foi a ano de vcs!). Penso que juntos unimos arte e vida nessa história da capoeira; as experiências que vcs tiveram foi marcante para o crescimento pessoal de cada um: o amadurecimento fez de vcs pessoas de brilho! Finalmente, utilizo das belíssimas cantigas da capoeira para dar meu recado:
                                  " éééé meu mestre me disse assim
                                   menino não precisa preocupar
                                   a vida que se leva é essa mesma
                                   e a capoeira
                                   não deixa nada faltar
                                                                         (BOA VOZ).

obrigado pelo carinho de todos os alunos, BOAS FESTAS!!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Poesia do Brasil

TRADUZIR-SE

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
-que é uma questão
de vida ou morte-
será arte?
                                             (Ferreira Gullar)

obs: Deisi, grato pelo presente!!
       Boas Festas!

domingo, 19 de dezembro de 2010

ao leitor-cúmplice!!

O que foi dito até agora estava eivado de expressões inesperadas, carregado de exigências dirigidas a um leitor que aceite desafios. Assim é meu dia-dia, continua sendo...! Claramente entendi as dificuldades de enquadramento a uma forma de enxergar o mundo, todos tem o seu ritmo e tempo de entender, e, capoeiristicamente falando: não é tão fácil assim, a capoeira é dinâmica até mesmo nas palavras, ela é e não é! (entendeu?). Entre falas que entrecortam o texto, é traçado uma preparação para adentrar a uma capoeira de enlaces profundos, debaixo de uma fisionomia externa, longe do que todos estão acostumados a ver. É sua síntese cultural própria. A capoeira é e vai continuar sendo uma reunião de noções primitivas e contemporâneas que se justapõem formando um mosaico a ser lido como este texto. Neste percurso fica a tentativa de misturar seres míticos, poéticos e mágicos, bem como diferentes falares brasileiros, como o erudito e o popular misturados a vocábulos africanos e indígenas. Eis o nosso caldeirão fervente, essencial à formação da identidade brasileira. E nessa viajem, buscamos por elementos nacionais entranhados no mais profundo inconsciente coletivo como onças, sacis, lendas, e feitos dos grandes mestres. São representantes do imaginário social brasileiro e a capoeira não deixa nada faltar. O final deste texto sugere uma continuidade, uma forma de permanente busca do "homem-completo". As caracteristicas empreendidas até esse momento proclama harmonizar os contrários. Ao parafrasear a cantiga de 'BOA VOZ", digo que o "calado é vencedor porque o veneno que sai pela boca é mais mortal que aquele que entrou".
Obrigado leitor pelo desafio da Leitura.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

edifiquemos nosso próprio tempo!!

Desta forma confiaremos mais em nossos desígnios, pois a promessa de dias melhores nos cerca a todo instante. Nesta quarta-feira que se passou, a roda do mês deu seu recado. Atendemos seu chamado depois de tomarmos um fôlego para que pudéssemos pensá-la e  fazê-la sob outros olhares. É verdade, é preciso repensar a prática, refazê-la e edificar todo o contexto novamente.Talvez seja coisa de professor: começar tudo de novo até que alguma coisa dê resultado, se não for assim, o trabalho deve ser refeito. Vale a pena!! E nesse país, lugar onde o professor é marginalizado, desvalorizado e maltratado na sua profissão, seus alunos são a sua ressalva, o seu alento, sua dignidade. Numa roda de capoeira os alunos são ponta de lança de seu professor, é a manutenção do jogo, é o seu sustento.O espírito de companheirismo nos persegue e faz nossos pensamentos e sentimentos distanciar de uma atrofia que interfere no humanismo  das pessoas.O caldeirão que ferve é o da diversidade, do respeito, das cores, gostos e jeitos que cada indivíduo traz das suas experiências para a roda de capoeira. Caros alunos, desconstruamos a dualidade e a normatividade das coisas, vamos além das possibilidades e edifiquemos nosso próprio tempo.