Apenas inicia um processo em que a capoeira se revela e se traduz de diferentes formas de olhar, estendendo-se para além das ferramentas e recursos avançados e popularizados. Estamos no tempo em que a certeza (cada vez mais absoluta) que tudo que é sólido desmancha no ar. A capoeira a muito tempo rompeu a aura da marginalidade para se mostrar detentora de uma imensa camada de admiradores, que na grande maioria se processa na "metalurgia da pernada". O grande aparato tecnológico acende a nossa gula investigativa para uma "sempre" próxima abordagem para a prática da arte-luta brasileira; há uma evidente ascenção da capoeira, chegam a altos níveis de trocas de experiência e conhecimento com velocidades espantáveis entre os capoeiristas; oferecidas gratuitamente nos oceanos serenos e profundos da web. Trata-se de bons capoeiristas, jovens ou não, influenciando ou trocando influências com outros capoeiristas. Certamente ainda é muito importante lançar um livro. Os e-books, neste sentido, parecem longe da possibilidade de superação da "ácaro-mania". No entanto, no debate acerca do real e do vitual também nos leva refletir sobre o fato de ser menos danoso ao futuro da humanidade possuir um mau blog do que publicar um mau livro ( a natureza agradeceria o bom senso). Logicamente que não quero aqui desenvolver um raciocínio definitvo, mas apenas levantar algumas reflexões sobre o futuro da capoeira. Concordemos com Cazuza: " o tempo não para".
Nenhum comentário:
Postar um comentário