para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

domingo, 24 de julho de 2011

Analogia intensa

Uma maneira muito evidente que a criança tem é fazer relações entre o mundo interior e o mundo exterior. Este recurso suscitam verdadeiros nascimentos com a linguagem e que compreende um novo saber. Alguns exemplos da voz infantil são preciosos: "O calcanhar é o queixo do pé", ou " A cintura da mão usa relógio". É um novo saber que se quer explicar. Assim a criança  está livre do medo de errar, pois ainda não está sob o julgamento e correção dos adultos. Ela está livre para inventar, transferir, comparar com a linguagem. A analogia requer um estado de atenção no que diz respeito à leitura do mundo que rodeia a criança. Os olhos e ouvidos devem estar atentos ao traduzir sons e imagens quando a criança relaciona com outro aspecto. Seria uma educação do olhar, do ouvir, do sentir? Elas, as crianças, costuram extremos com tanto encanto que não temos nem coragem de comentar. A analogia é  base do conhecimento e vitamina do imaginário. A criança em sua ilimitada analogia faz do mundo sonoro, da imagens e  dos significados uma cabana com uma folha de palmeira dobrada. Desta forma encontramos a percepção do mundo renovada e algo se amplia na nossa humanidade pensante. Este synthoma exige olhos de ver e ouvidos de ouvir de quem está próximo das crianças.
Synthomas de poesia na infância- Gloria Kirinus.

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