O que foi dito até agora é a fidelidade extrema ao pensamento. Ser fiel ao pensamento, não é recusar-se a mudar de idéia (dogmatismo) nem submeter suas idéias a outra coisa que não a elas mesmas (fé), nem considerá-las como absolutos (fanatismo); é recusar-se a mudar de idéia sem boas e fortes razões. Fidelidade à verdade antes de mais nada.Toda a nossa ação é uma moralidade em revolta contra sua forma anterior: começa pela polidez e continua mudando de natureza pela fidelidade, esta é contrária a "derrubada de todos os valores". Fazemos primeiro o que se faz; depois impomo-nos o que se deve fazer. Primeiro respeitamos as boas maneiras, depois as boas ações.Os bons costumes, depois a própria bondade. Fidelidade ao amor recebido, ao exemplo admirado, à confiança manifestada, à exigência, à paciência, à impaciência, à lei...O amor da mãe, a lei do pai. Cada um, porém, sabe o bastante a respeito. O dever, a proibição, o remorso, a satisfação de ter agido corretamente, a vontade de fazer direito, o respeito ao outro...Tudo isso depende, no mais alto grau, da educação. Assim, esta reflexão foi o norte de todas as nossas ações na capoeira deste primeiro semestre. Que venha mais uma etapa para ser cumprida, pois os dias vão, eu fico...na capoeira!
Gostei da reflexão sobre "nossas" verdades! De fato, cada um tem a sua, e portanto não temos o direito de julgar quem é certo e quem é errado! O filósofo Kant já dizia que realidade e pensamento são dialéticos, e que portanto o homem se constróe pela consciência. Segundo ele, o homem é dotado da razão prática dos costumes (ação moral), e da razão pura (idéias).Ele explica a seu modo a maneira de agir do homem, seja por inclinação, seja por amor. Na capoeira não é diferente quando buscamos distiguir o dever da boa vontade, uma vez que precisamos investigar o que está por trás desta máxima, já que nossas ações estão arraigadas de vícios. O ser humano é contraditório por excelência, e vive em busca do seu próprio entendimento...que só o tempo e o espaço é que vão revelar! Ou não, já que nos esquecemos que a inimiga da verdade não é a mentira, mas sim nossas convicções! Que venha mais uma etapa para consolidar nossa fidelidade a arte...de pesquisa, de prática e sobretudo de reflexão!!!
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