É possível ver uma redefinição na forma ou maneira de jogar capoeira nos dias atuais.Há outras abordagens de ouvir, entoar e praticar tal bela arte. A profissionalização do capoeira caminha para dias mais profícuos e instigantes fazendo que este profissional objetive e orquestre sua capoeira para os mais variados públicos, seja a terceira ou melhor idade, as crianças ou pessoas com necessidades especiais. A roda propriamente dita talvez não seja mais o fim único de uma proposta pedagógica e cultural, mas a INTENÇÃO de quem está no comando. É bem provável que tal proposta possa desagradar ou ter qualquer espécie de conflito para os capoeiristas que só querem jogar capoeira. Sabemos que a capoeira é uma arte em formação e sua dinâmica por muitas vezes é difícil de acompanhar. Para tanto é necessário acompanhar a dimensão da arte de gingar; ela deseja transformação do praticante, contribui para nossa formação, repele preconceitos, não admite corpo mole. Assim como a literatura, a capoeira nos provoca, redimensiona nossas ações, amplia nosso olhar para o mundo e para as pessoas a nossa volta; a leitura de uma roda de capoeira nos faz entender a dimensão humana. Os novos olhares propõe um profissional da capoeira que atenda às necessidades do outro, que seja sensível às mudanças e que a afetividade sobreponha sua prática ou método de ensinar. A observação diante dessa abordagem é uma crítica naquele velho dilema que "pau que nasce torto nunca se endireita". Não acredito muito nisso, pois já cantava BOA VOZ (vol.2) dizendo que "... se treinar, você se ajeita".
Façam boa lida com capoeira daqui pra frente, salve!





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