É sério! Algumas vezes tento me resignar, estar resolvido de que todas as situações que vivenciei com a gestualidade, técnicas do corpo, expressão dos sentimentos, percepções, conduta corporal (sociologicamente falando!) foram conteúdos suficientes para preencher o capoeira. Diante de tantos anos de prática, a confirmação de inscrições corporais que circunscrevem na roda da capoeira estão inseridos em uma rede complexa de correspondências entre a condição humana e a natureza que o cerca. Portanto, a capoeira como prática social é mediador privilegiado e pivô da presença humana, o corpo está no cruzamento de todas as instâncias da cultura é o ponto de atribuição por excelência do campo simbólico. Afinal, que corpo é esse? O corpo é um significante, ele cristaliza o imaginário social, provoca as práticas e análises que continuam explicar sua legitimidade, a provar de maneira incontestável sua realidade. As maneiras de consentir ou de negar, movimentos da face e do corpo, direcionamento do olhar, variação da distância que separa os jogadores,maneiras de tocar ou evitar o contato etc. referem-se às ações do corpo. Além disso, há as interações que implicam em códigos, em sistema de espera e reciprocidade aos quais os jogadores se sujeitam. Não importam quais as circunstâncias, mas uma certa etiqueta corporal é usada e o jogador a adota espontaneamente em função de normas implícitas que o guiam. Várias são as emboscadas que espreitam o desenvolvimento ordenado da etiqueta; conforme os interlocutores da roda, seu status e o contexto da troca, eles sabem de antemão que tipo de expressão podem adotar e, algumas vezes desajeitado, porém eficiente. No entanto eu não vi, meus pés me contaram!para um bom leitor
...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)
sábado, 15 de dezembro de 2012
Meus pés me contaram
É sério! Algumas vezes tento me resignar, estar resolvido de que todas as situações que vivenciei com a gestualidade, técnicas do corpo, expressão dos sentimentos, percepções, conduta corporal (sociologicamente falando!) foram conteúdos suficientes para preencher o capoeira. Diante de tantos anos de prática, a confirmação de inscrições corporais que circunscrevem na roda da capoeira estão inseridos em uma rede complexa de correspondências entre a condição humana e a natureza que o cerca. Portanto, a capoeira como prática social é mediador privilegiado e pivô da presença humana, o corpo está no cruzamento de todas as instâncias da cultura é o ponto de atribuição por excelência do campo simbólico. Afinal, que corpo é esse? O corpo é um significante, ele cristaliza o imaginário social, provoca as práticas e análises que continuam explicar sua legitimidade, a provar de maneira incontestável sua realidade. As maneiras de consentir ou de negar, movimentos da face e do corpo, direcionamento do olhar, variação da distância que separa os jogadores,maneiras de tocar ou evitar o contato etc. referem-se às ações do corpo. Além disso, há as interações que implicam em códigos, em sistema de espera e reciprocidade aos quais os jogadores se sujeitam. Não importam quais as circunstâncias, mas uma certa etiqueta corporal é usada e o jogador a adota espontaneamente em função de normas implícitas que o guiam. Várias são as emboscadas que espreitam o desenvolvimento ordenado da etiqueta; conforme os interlocutores da roda, seu status e o contexto da troca, eles sabem de antemão que tipo de expressão podem adotar e, algumas vezes desajeitado, porém eficiente. No entanto eu não vi, meus pés me contaram!
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