Realizar uma roda de capoeira na rua exige responsabilidade, conhecimento e experiência. A liderança é imprescindível nesse contexto, pois orquestrar o ritmo em sintonia com um jogo duro, balançado ou apresentado está nas mãos e nos pés daquele que vive a capoeira e sua complexidade. Não adianta ir para a rua e tocar berimbau; tem que ter fundamento, convicção e consciência do está fazendo... experiência de vida. Esses saberes são ferramentas de comando que condicionam ensinar e aprender interagindo dentro e fora da roda. O comando está onde bate o coração da roda. É naquele que tem o berimbau gunga em suas mãos: o verdadeiro mestre orquestrando um encontro de camaradas, amigos que não se veem a muito tempo, dois desafetos que se encontram, um cachorro ou bêbado que entra no meio da roda. É a dinâmica e energia da capoeira em uma rica interação com a rua e seus personagens!Para finalizar, temos a musicalidade para que os capoeiras extrapolem seus movimentos e sintam-se desafiados a qualquer tipo de superação que a vida de cada um apresenta. Sim, a musicalidade faz refletir, incorporar, interiorizar, protestar e contar histórias. A busca do axé não é gritaria no coro mal respondido, tampouco instrumento mal tocado.Também não significa aceleração de um toque de berimbau ou requebrado desengonçado que vai fazer surgir o axé. A musicalidade na capoeira precisa ser interiorizada, ter sentimento. Envolve conhecimento dos toques e dos grandes mestres de ontem e de hoje; é um saber ancestral e moderno no seu desígnio. Camaradas!A capoeira é antes de tudo do que foi dito, ESTADO DE ESPÍRITO.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir"Nosso som não é barulho, nosso grito é aviso!"
ResponderExcluir