para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Aquarentado

Ha!ha!ha!

No caminho da acad(í)mia  misturavam-se cenas com e sem importância; um misto de trabalho, amigos , família e até coisas sobrenaturais, tudo sob o imaginário capoeirístico (pra variar). De tanto brincar de pedalar, em algumas esquinas foram deixados pensamentos e pessoas para trás. O tempo é outro, dizia para si enquanto o LIGEIRINHO cortava o trânsito na tentativa de chegar ao seu destino no horário . 

A sina daquele sujeito era brincar com as palavras e fazer a leitura do mundo por meio de códigos, pichações,cartazes, vozes e buzinas. Em vão procurava prever qual direção ele tomaria, pois eram tantas vielas, ruas e caminhos tortuosos para escolher... Pensava a seu modo, "o mundo mudou ou mudou eu?". Pedalava sentindo a brisa estonteante cortar-lhe a face, por vezes dando uma sensação de liberdade.

 Mais tarde um grupo de alunos esperavam por sua presença, pois o sujeito da bicicleta proclamou que viveria sempre à noite desejando que seus alunos fizessem magia nesse estilo, mas longe dele, longe daquele local!No entanto, naquele espaço físico mesclavam-se sonhos e realidades. Não sabia se era anoitecer ou amanhecer.

 Não sabia nem como se desencontraram ou se encontraram pela última vez.Ela (quem?) era só vontade de ser...de ter!Ventiladores a todo vapor, começaram as sequências estudadas, seus pés estavam rápidos e sagazes, porém havia movimentos que não podiam ser desvendados.Com o tempo, o sujeito percebeu que alguns não entenderam a magia e desistiram da caminhada.Não houve despedidas, somente o silêncio latejando no fim de noite. E quantas e quantas vezes o receio de sofrer como já se sofreu. Resolveu continuar pedalando.



2 comentários:

  1. "O ciclista...ao ar vivaz! Tem o por vir na pedaleira!"

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  2. O pedalar, um ciclo de vai e vem
    que apenas vai... vão... vamos...
    Magia fazemos, amado mestre-mago,
    com as vindas e chegadas.
    Nas idas e partidas, apenas lágrimas
    escondidas atrás de um até logo.
    A caminhada interrompida não é desistência.
    Às vezes precisamos descer
    antes do ponto final.
    Nesses trajetos aprendemos sequências várias
    e até criamos e/ou adaptamos outras tantas.
    E nada melhor nesses tempos e espaços
    do que ter um guia.
    Parabéns pela passagem do teu 40º aniversário,
    e obrigada por se dispor a ser nosso: guia, mestre, mago, irmão!
    Beijos de Jaguatirica, e tantos outros!!!!!
    t

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