Ainda que algumas escolas e pais insistam por hábito ou cinismo nos chamar de "tio da capoeira" mais devemos viver integralmente o movimento da docência como sujeitos críticos dos processos de ensino e aprendizagem.Nossa ousadia vai além das condições que conhecemos, pois ensinar é profissão que envolve tarefas:planejar, conhecer, estudar, escrever,ler e aprender...enquanto TIO é viver uma relação de parentesco-postiço.
A desvalorização profissional é representada pelo hábito ou cinismo numa tentativa de amaciar sua capacidade de luta, afinal definir-se como PROFESSOR é rebelar-se, brigar, fazer greve.Ser PROFESSOR é ter responsabilidade ética,política e profissional que lhe coloca o dever de se preparar, de se capacitar, de se formar.
A experiência de professor de capoeira bem vivida e percebida requer formação permanente. Ao fazê-lo a criticidade é prática constante.Quanto mais esse profissional se deixe cristalizar pelo parente postiço (a ilusão de adocicar a vida do professor) tanto menos pedagogicamente atua e contribui no fazer educativo.
A reflexão sobre o profissionalismo na capoeira ,sobre a prática é retomar um ponto ou outro instigado pelo leque cultural aberto a novas reflexões e experiências, invariavelmente desafiadoras.Não importa se a escola é progressista ou reacionária, o professor deve se definir sempre como professor!
Valorize-se!!!



Caro Rato,
ResponderExcluirPlenamente de acordo com a valorização profissional e a profundidade que a docência, enquanto professor lhe trás.
Mas ser o tio da capoeira é um significante muito especial, é o imaginário da criança, esse postiço familiar dá lugar a uma transferência psicológica, que cria pontes.
Nisso ser tio, da matemática, da literatura ou da capoeira é um título para os pequenos muito mais profundo que o de professor.
Compreendo seu enfoque, mas minha crítica é voltada para valorização do profissional da educação que necessita de apoio por melhores condições de trabalho e reconhecimento. Nisso ser PROFESSOR, tem profundidade e cria muitíssimas pontes no fazer pedagógico.Pode começar na família esta reflexão!
ExcluirObrigado pelo retorno.