para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

quarta-feira, 19 de julho de 2017

PROFESSOR OU "TIO DA CAPOEIRA" ?

Ainda que algumas escolas e pais insistam por hábito ou cinismo nos chamar de "tio da capoeira" mais devemos viver integralmente o movimento da docência como sujeitos críticos dos processos de ensino e aprendizagem.Nossa ousadia vai além das condições que conhecemos, pois ensinar é profissão que envolve tarefas:planejar, conhecer, estudar, escrever,ler e aprender...enquanto TIO é viver uma relação de parentesco-postiço.


A desvalorização profissional é representada pelo hábito ou cinismo numa tentativa de amaciar sua capacidade de luta, afinal definir-se como PROFESSOR é rebelar-se, brigar, fazer greve.Ser PROFESSOR é ter responsabilidade ética,política e profissional que lhe coloca o dever de se preparar, de se capacitar, de se formar.


A experiência de professor de capoeira bem vivida e percebida requer formação permanente. Ao fazê-lo  a criticidade é prática constante.Quanto mais  esse profissional se deixe cristalizar pelo parente postiço (a ilusão de adocicar a vida do professor) tanto menos pedagogicamente atua e contribui no fazer educativo.


A reflexão sobre o profissionalismo na capoeira ,sobre a prática é retomar um ponto ou outro instigado pelo leque cultural aberto a novas reflexões e experiências, invariavelmente desafiadoras.Não importa se a escola é progressista ou reacionária, o professor deve se definir sempre como professor!
Valorize-se!!!


2 comentários:

  1. Caro Rato,
    Plenamente de acordo com a valorização profissional e a profundidade que a docência, enquanto professor lhe trás.
    Mas ser o tio da capoeira é um significante muito especial, é o imaginário da criança, esse postiço familiar dá lugar a uma transferência psicológica, que cria pontes.
    Nisso ser tio, da matemática, da literatura ou da capoeira é um título para os pequenos muito mais profundo que o de professor.

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    1. Compreendo seu enfoque, mas minha crítica é voltada para valorização do profissional da educação que necessita de apoio por melhores condições de trabalho e reconhecimento. Nisso ser PROFESSOR, tem profundidade e cria muitíssimas pontes no fazer pedagógico.Pode começar na família esta reflexão!
      Obrigado pelo retorno.

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