É fato que pelos diversos estímulos existentes na educação infantil a criança pode dar saltos de aprendizagem.Mas é possível observar um desiquilíbrio e/ou equívoco na prática pedagógica no sentido de desenvolver ações que promove um aspecto em detrimento de outro.Talvez pela concepção de educação da escola,estilo e formação do profissional desta área ou público alvo.Tratando-se de capoeira na educação infantil, é possível ensinar uma criança de 3 anos movimentos mirabolantes do universo da capoeira assim como é possível alfabetizá-la a partir desta faixa etária.Ou seja, ênfase na mecanização e adestramento X infinitas possibilidades de aprendizagem.
Podemos torná-la um mini adulto com certeza!e o senso comum adora isso.Na primeira infância a criança cria representações positivas e negativas conforme a afetividade e amorosidade dedicada à elas.
Uma sala com muitos brinquedos ou uma prática que tem apenas um elástico ou pneu não quer dizer que uma criança é mais inteligente do que a outra.Para o cérebro da criança, quando estimulada, uma representatividade negativa (espaço físico precário, por exemplo) pode gerar criatividade e muita experiência emocional de ambas as partes.O cérebro dos pequenos pode adaptar-se às novas situações e criar representações positivas.Tudo depende do olhar sensível de quem está no comando.
Os pequenos podem desenvolver cognitivamente e até mesmo aprender muito sem a escola formal.No entanto, o aspecto das emoções está sujeito ao amadurecimento que só acontece com a experiência promovida pela família e seu entorno..A compreensão das funções do cérebro da criança, ou seja, como ela aprende e como ela sente, pode dar contribuições relevantes para a qualidade na prática pedagógica.A capoeira tem um potencial pedagógico e reconhecê-la como uma ferramenta educativa para desenvolver e criar redes neurais além do que é visível pode estar adormecido na prática do educador.
Indicação de leitura:
COSENZA & GUERRA.Ramon M. e Leonor B.Neurociência e Educação:como o cérebro aprende.2011
COSENZA & GUERRA.Ramon M. e Leonor B.Neurociência e Educação:como o cérebro aprende.2011


