Está cada dia mais difícil encontrar uma roda de capoeira em que podemos ouvir e apreciar as histórias dos mestres, cujos feitos e andanças nos motivaram chegar até aqui. As rodas de capoeira cresceram na cidade de Curitiba, no entanto, os fundamentos da nobre arte se perdem por conta de jargões politiqueiros e regras desconexas envolvida por um "batuque" enganador. É visível uma roda que se deixa envolver por política partidária e ideológica massacrando a cultura da capoeira. A política da boa vizinhança é camuflada pelo jogo de interesses e favores; ressuscitam "mortos vivos" e colocam no altar os desmerecidos da capoeira. Agora é período em que jargão político vira coro de capoeira. Os elementos essenciais desaparecem: a rasteira, toque de berimbau , cantigas que ensinam e a conversa contextualizada fica aquém da conversa fiada. Toca-se berimbau por tocar, joga-se por jogar!!!Mestre Bimba e Mestre Pastinha e suas histórias nem pensar. Tudo é permitido na capoeira, diria Liberac em palestra na UFPR!Porém, prefiro a palavra no "fio do bigode", o jogo bem jogado, berimbau bem tocado e as trocas verdadeiras entre os segmentos de capoeira. Prefiro uma capoeira que não é mentirosa. Esse trânsito é que gera aprendizagem, motiva, faz mergulhar na essência dos verdadeiros mestres de capoeira e sua história. E ainda, faz política sem ser partidária e ideológica. Não é preciso dizer para o capoeirista que ele não se constrói sozinho, ele o sabe muito bem. A capoeira se faz com o outro, em função de alguém.É preciso ser honesto com a capoeira e quem vive dela...e como a gente sofre por ser HONESTO.
