para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

domingo, 5 de março de 2017

Fina escolha !

As reflexões borbulham e firmam o compromisso de continuarmos curiosos e dispostos a reinventar nossa prática buscando materializar nossos desejos e inquietações.Quando concebemos Capoeira e Educação estamos querendo visualizar soluções, buscar alternativas e possibilidades diante do mundo que nos apresenta: grupos de WhatsApp, colegas de trabalho,sites ,livros e a Capoeira como possibilidade educativa dentro e fora da escola.Há técnicas inovadoras experimentadas por bons Educadores de Capoeira em condições ideais por todas as partes deste país, temos boas experiências educativas no tema.Contudo, sabe-se que há resistência e obstáculos de colocar e manter os desejos em pé (profissionais ruins tem em todos os setores da sociedade), mas temos profissionais da capoeira com projetos excelentes, além disso a coragem de se abrir, ouvir e melhorar sua prática...de aprender!




Mas o que a escola espera da capoeira?A capoeira em seu leque de possibilidades pode fazer a interdisciplinaridade com as áreas do conhecimento e temas transversais objetivando aprendizagens significativas.De que forma?A princípio uma prática da capoeira na escola deve tomar um cuidado para não se descaracterizar em função da industria cultural, bem como ditames mercadológicos e currículos engessados. Outro aspecto negativo é a prática de acomodação por educadores que se rendem à receitas prontas, abarrotando uma aula de capoeira personagens e heróis infantis repetindo o que a mídia faz com muita persuasão e competência em detrimento dos nossos heróis negros e toda a cultura afro-brasileira e africana.Penso que o objetivo da capoeira na escola é trazer um diferencial de conhecimento nas experiências corporais, culturais e saberes  do mundo capoeirístico, além de porta de entrada para demais culturas. Falta aprofundamento em  grande parte de educadores no que diz respeito a sabedoria da arte da ginga para fazer tais reflexões.É construtivo pensar em quais responsabilidades temos com esta ferramenta pedagógica no processo escolar sem perder a sua essência.É um trabalho que dá trabalho.
Pense nisso Educador !