As possibilidades do cyberspaço que se apresentam na sociedade contemporânea permitem trilhar as superficções, bem como libertar fantasias.O artista pode vivenciar suas criações imaginárias implantando-as na sua realidade.Então, por hora cliquemos em uma palavra chave "CAPOEIRA". Como exemplo da apropriação do imaginário capoeirístico surge uma roda de capoeira flutuante onde o bem e o mal, o verdadeiro e o falso estão interrelacionados, seus problemas e soluções. No discurso dos capoeiristas, também no mundo real faz uso das corriqueiras práticas do seu universo, seus jargões costumeiros, apresentações eloquentes em clássicas formas de jogar. Tal postura também traz o jogo de aparências quando o capoeira instaura certa ambiguidade entre o espaço de sua prática, sua função utilitária e a função estética dos objetos que apresenta. Estamos imbuídos nesse sistema, desenvolvemos vários atos através da capoeira, sendo especialmente ativos na web. Qualquer produção está sobrecarregada do falso e do verdadeiro, entre o conteúdo e a aparência, entre o espetáculo e a funcionalidade, entre o incluído e o excluído. E, ainda que seja possível aprender capoeira na web, o SIGNIFICADO e o SENTIDO de tal conhecimento somente pode ser compreendido no tato, na conversa ao pé do olvido, na regularidade da prática real e participativa!No âmago das ações na web, os artistas-capoeiristas em suas libertações e superficções podem e devem atuar em tom provocativo envolvendo suas capacidades de discernimento sobre o falso e verdadeiro, decifrando o jogo de aparências na roda flutuante, especialmente a posição crítica diante do cyberspaço. É neste ponto que estas manifestações encontram relevância: o seu papel de estabelecer um movimento contrário capaz de incentivar a heterogeneidade deste espaço, por mais curioso que possa ser! Caso curiooooso!
para um bom leitor
...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
sábado, 19 de janeiro de 2013
O pássaro que desce do céu

Embora pronunciasse palavras, o que ouvia era apenas o canto da ave. Voou até o ombro do capoeira e convidou-o a descansar e esperar a quietude. Mas as palavras que saiam tão claras daquela voz da natureza o perturbaram e parou. O pássaro compreendeu. Ouvia também o chamado que era percutido pelo arame daquele instrumento que chamava todos que estavam em volta. Era o momento da reflexão, da calma, do homem voltado para si. Quando isso acontecia, o canto do pássaro eram palavras compreensíveis. Sabia o capoeira que tinha feito muitos trajetos, jamais desistido. O capoeira que fazia o jogo da vida examinava cada passo do caminho que seguia. Mas diante dos percalços dessa vida, tinha o capoeira tanta segurança para seguir? O pássaro que desce do céu e sobre um galho seco canta, diz ao homem: amigo homem, esse é um caminho errado. Não vê?O homem parou. E qual seria o certo? O coração do homem é a medida do universo. Neste momento desdobrou-se para o capoeira o caminho correto. E, escorada em profunda felicidade, a Iúna voou até o ombro dele e se pôs a cantar.
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