para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

domingo, 24 de junho de 2012

pausas e silêncios extraordinários

Ouvir e perceber o fôlego, a voz e a mudez dos alunos é necessário para uma avaliação do que estão sentindo e quais os signos e significados que trazem em suas trajetórias de vida. É processo dificultoso, mas hoje é possível perceber muito mais o que eles não quiseram dizer do que aquilo que disseram. Conseguir ouvir o entrefôlego do aluno é um aprendizado. Abruptamente o assunto do TEMPO é recorrente, porém nosso companheiro de sonho e vigília. As novas tecnologias diminuiu nossa compreensão para isto, essa nova velocidade é aparente, e é aí que sobressai o consolo do mestre, educador: seu ritmo não é o das instituições; a oralidade, o compasso e o ritmo do outro é o tempo do professor. A profundeza da alma sendo dita e redita, recitada, mesmo que em silêncio é o trem da História na prática de todos aqueles que se dispuseram a conduzir e ensinar. Para tanto, creio que o CURSO não seja antídoto para nada, talvez seja um remédio singular. Mas ele, o professor, no íntimo, espera que esse remédio, que ele manipula e toma, seja também ingerido por todos. Tal evento fez aprofundar o seu significado com o passar dos anos. O que sei "eu" nesta fase da vida?A capoeira é um alento.Tive oportunidades, tanto jovem quanto mais velho de me sentir perdido e exasperado até me lembrar que a capoeira estava aqui, ao meu lado, sob qualquer condição! uma espécie de cão afetuoso, fiel que me acompanha e me guia. O que sei nesta fase da vida é que um livro vai aparecendo, mostrando suas formas por trás de poucos versos. Percebi a necessidade de ampliar uma pequena fotografia-quem sabe eu pudesse assim enxergar outras paisagens através da ampliação. Mas o maior trabalho não é escrever, o maior trabalho é jogar esse rebento ao mundo!

Agradeço a  todos pela entrega e colaboração no CURSO-BÁSICO!

Contribuições à prática pedagógica- parte II

MODOS DE APRECIAR
MODOS DE TOCAR


MODOS DE BEM QUERER
MODOS DE REAÇÃO


MODOS DE JOGAR CAPOEIRA
MODOS DE INTERAGIR



MODOS DE AGIR SOBRE...

Contribuições à prática pedagógica- parte I

IMAGEM

palavra                    
paisagem    contempla
cinema             assiste
cena                       vê
cor                enxerga
corpo            observa
luz               vislumbra
vulto                 avista
alvo                    mira
céu                 admira
célula            examina
detalhe                nota
imagem                 fita
olho                    olha

                                                                 *ARNALDO ANTUNES

quarta-feira, 6 de junho de 2012

CURSO BÁSICO-2012

                A cada momento histórico cria-se necessidades objetivas de formação do  grupo humano, neste caso a comunidade capoeirista e simpatizantes. Refletir sobre a formação do capoeirista contemporâneo e o próprio cenário da capoeira exigem, necessariamente, a consideração dos pressupostos que fundamentam as raízes do corpo deste conhecimento, buscando assim caminhos mais sólidos à reconfiguração da nova e necessária profissionalidade do educador de capoeira.
            Uma prática sustentada pela reflexão! Esta é a proposta do CURSO: menos como um plano a cumprir e mais um processo que se constrói na interação entre o atuar e refletir. Está pautado dentro de uma dinâmica circular mediada por avaliações contínuas e por uma espiral de pesquisa-experiência-ação.
            Cabe a este trabalho propiciar um redirecionamento às configurações que deverão desencadear além de um processo reflexivo, o coletivo e inovador, superando a prática pela prática da capoeira de forma limitada, sem perder a perspectiva de estar em sintonia com os compromissos perante as demandas da capoeira.
            Para tanto é possível desenvolver o CURSO na busca de três dimensões importantes para nossa prática na capoeira:

1)- Quais as intenções que podemos ter em relação a este saber;
2)- Como as práticas têm se configurado na realidade histórica;
3)- Quais poderiam ser os princípios para os jogos de Benguela, São Bento e Iúna.
            Finalmente, diante do enfrentamento de exigências colocadas pelo mundo contemporâneo, são requeridas dos educadores novos objetivos, novas habilidades cognitivas, capacidade de percepção de mudanças. Assim, repõe-se a sugestão do CURSO para complemento da formação dos capoeiristas implicando o repensar dos processos de ensino-aprendizagem e das formas de aprender a aprender, a familiarização com os meios de comunicação e o domínio da linguagem informacional bem como capacidades criativas para análise de situações novas e cambiantes.


            














Dias 16 e 17 de Junho estaremos na Academia Hot Center para mais uma edição do CURSO BÁSICO !
Até lá...