para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Dias iguais, não!

A beleza dessa vida está na expectativa de que o amanhã já vem.Os dias iguais que atormentavam, desfrutam agora do término, que por vezes acabou sem conversar infelizmente.Fato é que basta dessa pele, é hora de trocar.


As obviedades do ser humano que lançam suas chamas no fazer absoluto de nada dignificam um pouso na janela cantando canções e caçando algumas.Pausas de nada adiantariam se não fosse para se reinventar, marcar uma nova era e continuar fazendo história. Há neste curso verdades se desfazendo, outras se totalizando numa sociedade de inverdades.


O montante de muitas reflexões em períodos diversos se emaranham no balaio da capoeira.O tom maior percutido no arame do berimbau já deu sinal, damos volta ao mundo e o jogo da vida recomeça:é hora é hora,camará!Nenhum jogo é igual ao  outro, pois construir e desconstruir faz parte da estratégia de sobrevivência e geralmente nos apela para o inusitado,o inesperado, o sinistro.Ora luto, ora danço...eu sou o que o momento determinar!


Norteado por expectativas positivas abrimos mão do que já houvera,do que já deixou de ser,pois cada experiência é única e não se repete (como o rio de Heráclito). Dias iguais é um rio que não deságua.Bom mesmo é sentir que houve mudanças positivas mesmo que doloridas, porém necessárias em períodos críticos de transformação.


A faxina na alma também excede  nos signos do mundo capoeirístico onde pessoas vem e vão numa espécie de fluxo e refluxo trazendo em sua bagagem uma trama de sentimentos e emoções vividas nas mais diversas situações e momentos.Por vezes, as trocas nos marcam a ferro e fogo.Cabe a maré estar para peixe ou não!Entretanto a vontade de se preparar tem que  sobrepor à vontade de vencer.


Gratidão por estarmos vivendo tudo isso novamente sob outros olhares e ainda por mãos e pés diversos num fazer criativo.
Força na peruca...diria nos pés!
Bora 2017...;-)