para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

sábado, 10 de dezembro de 2011

"eu já vou beleza...eu já vou embora!" (Mestre João Pequeno de Pastinha)

E partiu mais um dos SANTOS; o João Pereira dos Santos foi visitar a roda dos baluartes para não mais voltar.É verdade, a sua missão já foi cumprida por aqui deixando traços e ensinamentos de profunda humildade, persistência e sabedoria. Quando vi pela primeira vez o Mestre João Pequeno jogar e cantar me causou uma emoção que nunca mais esqueci. Guardarei em minha memória e meu coração momentos mágicos que vivi ao lado do Mestre e agora foi um tempo que não volta mais; um tempo que existia verdadeiros mestres de capoeira e da vida. As minhas referências na capoeira e na vida estão partindo, por um momento me senti pouco orfão de pai em todos os sentidos, mas "se a fruta é boa, ela dá boa semente!" A benção MESTRE!!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Capoeiristicar, mesmo assim...!

Caros amigos, estou de novo por aqui retomando o fôlego após sobreviver à uma avalanche de acontecimentos(negativos). De fato sobrevivi, mas não me reconstruí. Isto demanda tempo e uma profunda reflexão sobre a vida, capoeira e afins...!Entendo que perdas e ganhos correspondem a nossa passagem, mas a superação e aceitação de uma situação ruim é processo dificultoso na vida do ser humano. Porém, de agora em diante, fica mais claro para mim quando um ciclo tem que ser fechado para começar outro (a teoria se revela na sua concretude). Sigamos em frente. No decorrer do ano, as narrativas com grande fôlego nos permitem a cumplicidade com a memória.O conteúdo deste blog é um dado histórico que rastreia de forma direta ou indireta nossas ações na capoeira e seu entorno;é possível elencar noções de simultaneidade, sucessão, permanência e mudanças.  Penso que uma saga foi sendo reconstruída com destinos intercalados em camadas carregadas de significados. A generosa convergência para a sobrevivência do que ainda guardamos de humanidade e a dicotomia entre a amargura e persistência são exemplares para o novo século que defrontamos contra o individualismo. No entanto, a nossa capoeira se mantém como um porto seguro, pois ainda que penemos para entendê-la, ESTA nos dá a suprema consciência do outro, do planeta e do resgate do senso de sacralidade perdido. Sabemos que cada um carrega um pesado fardo, mas também temos consciência que somos capazes de superá-lo diante do sofrimento e absurdo. O caleidoscópio da arte de gingar é uma travessia para o combate à atmosfera de bruteza do mundo.
então,...bora jogar capoeira!!