Caros amigos, estou de novo por aqui retomando o fôlego após sobreviver à uma avalanche de acontecimentos(negativos). De fato sobrevivi, mas não me reconstruí. Isto demanda tempo e uma profunda reflexão sobre a vida, capoeira e afins...!Entendo que perdas e ganhos correspondem a nossa passagem, mas a superação e aceitação de uma situação ruim é processo dificultoso na vida do ser humano. Porém, de agora em diante, fica mais claro para mim quando um ciclo tem que ser fechado para começar outro (a teoria se revela na sua concretude). Sigamos em frente. No decorrer do ano, as narrativas com grande fôlego nos permitem a cumplicidade com a memória.O conteúdo deste blog é um dado histórico que rastreia de forma direta ou indireta nossas ações na capoeira e seu entorno;é possível elencar noções de simultaneidade, sucessão, permanência e mudanças. Penso que uma saga foi sendo reconstruída com destinos intercalados em camadas carregadas de significados. A generosa convergência para a sobrevivência do que ainda guardamos de humanidade e a dicotomia entre a amargura e persistência são exemplares para o novo século que defrontamos contra o individualismo. No entanto, a nossa capoeira se mantém como um porto seguro, pois ainda que penemos para entendê-la, ESTA nos dá a suprema consciência do outro, do planeta e do resgate do senso de sacralidade perdido. Sabemos que cada um carrega um pesado fardo, mas também temos consciência que somos capazes de superá-lo diante do sofrimento e absurdo. O caleidoscópio da arte de gingar é uma travessia para o combate à atmosfera de bruteza do mundo.
então,...bora jogar capoeira!!

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