para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Encantos do cordel




Meu cordel tem encanto e tem magia
Vem do povo a minha inspiração
Que brota feito semente no chão
Ou então das nuvens da fantasia
Que derramam uma chuva de poesia
Me inundando de criatividade
E me fazem voar com liberdade
Nas asas de um pavão misterioso
Ver o mundo de um jeito mais formoso
Poder ir aonde sinto vontade
                                          Autor: Victor "Lobisomem"

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mediação

É importante destacar que o  termo "mediação" encontra significados em vários estudiosos do assunto. Para alguns autores o termo se apresenta em seu sentido genérico como a ação de relacionar duas ou mais coisas, é "ponte" ou intermediário, mas também passagem de uma coisa à outra. Na tradição filosófica clássica, a noção de mediação está na necessidade de explicar a relação ente duas coisas, sobretudo entre duas naturezas distintas. Os autores contemporâneos apontam a mediação como um tipo especial de interação entre alguém que ensina (o mediador) e alguém que aprende (o mediado). De forma intencional e planejada o mediador age entre as formas externas de estímulo e o aprendiz. Capoeiristicamente falando, este pensamento sempre existiu na prática da capoeira, mas poucos tem a noção do que acontece. Portanto, é importante que estudemos nossas análises e esquemas para que possamos melhorar nossa prática no ensino da capoeira . Neste sentido a ação do mediador deve selecionar, dar forma, focalizar, intensificar os estímulos e retroalimentar o aprendiz em relação às suas experiências a fim de produzir aprendizagem apropriada intensificando as mudanças no sujeito. As contribuições de FEUERSTEIN  apud Meier&Garcia (2008) nos ajuda entender alguns critérios para que haja mediação. Para este autor há três critérios que são universais: 
1. Mediação da intencionalidade e da reciprocidade: "O mediador precisa ter o objetivo de ensinar e, por meio das suas ações, garantir que o que está sendo ensinado realmente seja aprendido (...)". Este critério na capoeira deve ser permanente pois se objetiva sempre que o aluno evolua através das estratégias à sua disposição e promova um salto qualitativo na forma de jogar com base sólida. A reciprocidade é parte integrante dos ensinamentos pois de nada adianta os esforços contínuos do professor se o sujeito não quer aprender: o mediado precisa querer aprender.
2. Mediação da transcedência: " É a orientação consciente do mediador em ensinar olhando para o futuro, para outros contextos, para situações do além aqui-e-agora". Em todo momento fazemos a relação da capoeira com a própria vida, em outros contextos. O ensinamento não é pontual, restrito a única situação: é aplicável, útil e integrável a outros saberes. Uma capoeira que é eficaz e de qualidade tem o poder de autoperpetuar-se,é um processo de "aprender a aprender".
3. Mediação do significado: "O significado cria uma nova dimensão para o ato de aprender, levando a um envolvimento ativo e emocional no desenvolvimento da tarefa". Mais do que tudo é preciso que o aluno (aprendiz, mediado) aprenda a buscar significado naquilo que faz. O profissional da capoeira deve mediar significado apondo-se a uma descontextualização, ao que manda memorizar ao invés de compreender.

Fonte: Meier e Garcia, Marcos e Sandra. Mediação da Aprendizagem: contribuições de Feuertein e de Vygotsky.Curitiba: Edição do autor, 2008.

UFA!!! me empolguei...prometo que o próximo vai ser mai enxuto. Um grande abraço aos meus leitores!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

2012, o tudo e o todo!

De agora em diante que tal sairmos em busca do prazer antecipado? Explico. Este prazer antecipado é a expectativa do que pode vir a dar certo, isto faz com que a gente se mova, saia do lugar literalmente e passe a ação. Quando conseguimos sair de uma situação que pensávamos que não havia saída  por definição gera aprendizado, ou seja, dar uma solução, responder uma pergunta, encaixar uma peça. Esta experiência que vai se evidenciando ao longo da vida faz com que o professor, educador, mestre sinalize para o aluno onde ele ainda está errando, o que ele ainda não aprendeu. Não é a ideia limitante de ficar apontando os erros mas de dar um retorno ao aluno e dar oportunidade e motivação (prazer antecipado) para ele aprender o que ele AINDA não aprendeu. Que tal ajustar aquele nível ótimo de dificuldade em que o esforço vale a pena: o aluno não domina determinado assunto, mas ele considera que tem possibilidade de aprender. Desta forma, através do treino vamos descobrindo o talento. Este, se faz com o acúmulo de horas de prática, o quanto o aluno treina de fato,o quanto tem oportunidade de praticar e  mudar com essa prática.É assim que percebemos porque um aluno é bom e outro é extraordinário. Ao mudar fazemos diferente!Na capoeira podemos percorrer vários caminhos diferentes, cada caminho é uma das possibilidades devido à exuberância de conexões. O tudo e o todo de agora em diante está ligado ao ABANDONO de situações que foram se enfraquecendo e  não serviram pra nada ou que não deram resultados interessantes. O tudo e o todo deve se fortalecer nas situações que de fato funcionam e permite fazer a capoeira de maneira significativa e que tenha sentido. Portanto, a motivação é fundamental por uma série de razões: através do encorajamento, do retorno positivo que sinaliza para o aluno quando ele fez certo e deve continuar fazendo daquela maneira. A motivação também depende de uma dificuldade adequada: fácil de mais é ruim, difícil de mais também é ruim. Por fim, é a motivação ou prazer antecipado que permite  que a gente se empenhe na prática, se dedique à aprender algo.