para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

domingo, 24 de julho de 2011

Analogia intensa

Uma maneira muito evidente que a criança tem é fazer relações entre o mundo interior e o mundo exterior. Este recurso suscitam verdadeiros nascimentos com a linguagem e que compreende um novo saber. Alguns exemplos da voz infantil são preciosos: "O calcanhar é o queixo do pé", ou " A cintura da mão usa relógio". É um novo saber que se quer explicar. Assim a criança  está livre do medo de errar, pois ainda não está sob o julgamento e correção dos adultos. Ela está livre para inventar, transferir, comparar com a linguagem. A analogia requer um estado de atenção no que diz respeito à leitura do mundo que rodeia a criança. Os olhos e ouvidos devem estar atentos ao traduzir sons e imagens quando a criança relaciona com outro aspecto. Seria uma educação do olhar, do ouvir, do sentir? Elas, as crianças, costuram extremos com tanto encanto que não temos nem coragem de comentar. A analogia é  base do conhecimento e vitamina do imaginário. A criança em sua ilimitada analogia faz do mundo sonoro, da imagens e  dos significados uma cabana com uma folha de palmeira dobrada. Desta forma encontramos a percepção do mundo renovada e algo se amplia na nossa humanidade pensante. Este synthoma exige olhos de ver e ouvidos de ouvir de quem está próximo das crianças.
Synthomas de poesia na infância- Gloria Kirinus.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Os dias vão, eu fico.

O que foi dito até agora é a fidelidade extrema ao pensamento. Ser fiel ao pensamento, não é recusar-se a mudar de idéia (dogmatismo) nem submeter suas idéias a outra coisa que não a elas mesmas (fé), nem considerá-las como absolutos (fanatismo); é recusar-se a mudar de idéia sem boas e fortes razões. Fidelidade à verdade antes de mais nada.Toda a nossa ação é uma moralidade em revolta contra sua forma anterior: começa pela polidez e continua mudando de natureza pela fidelidade, esta é contrária a "derrubada de todos os valores". Fazemos primeiro o que se faz; depois impomo-nos o que se deve fazer. Primeiro respeitamos as boas maneiras, depois as boas ações.Os bons costumes, depois a própria bondade. Fidelidade ao amor recebido, ao exemplo admirado, à confiança manifestada, à exigência, à paciência, à impaciência, à lei...O amor da mãe, a lei do pai. Cada um, porém, sabe o bastante a respeito. O dever, a proibição, o remorso, a satisfação de ter agido corretamente, a vontade de fazer direito, o respeito ao outro...Tudo isso depende, no mais alto grau, da educação. Assim, esta reflexão foi o norte de todas as nossas ações na capoeira deste primeiro semestre. Que venha mais uma etapa para ser cumprida, pois os dias vão, eu fico...na capoeira!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

ABUNDANTE RISO

O texto Synthomas de Poesia na Infância de Glória Kirinus explora a dimensão da fantasia na conduta infantil. A criança como um ser de poesia plena é emergida em seu estado contemplativo sem os rigores do tempo e do espaço.É uma leitura sugestiva para a sociedade, pais e educadores para a redescoberta das crianças em estado de crianças, com synthomas de crianças, isto é, com synthomas de poesia, sobretudo numa infância que ganha rótulos na sociedade atual como hiperativos, distraídos, impulsivos, rebeldes etc. Descrevo agora  alguns pontos interessantes sobre o tópico: Abundante Riso. Infatigável, as crianças lançam sua palavras preferidas: cara de pum, de bunda, de chulé. Diante desta linguagem desprendida e sem compromisso as crianças descobrem nos adultos o riso inusitado sem graça e  com ar de repreensão.A verdade é que elas sabem que quebraram o protocolo do mundo adulto fazendo desatar o riso contido. Se as palavras do dia despontam com a palavra bunda, xixi, cocô, pum, chulé etc inevitavelmente nosso riso acontece, nosso riso aumenta (acompanhado de temor, tabu, receio,vergonha). Assim, a palavra em sua função denotativa e conotativa desestabliza o status quo de qualquer pessoa ou grupo. Transcende a imagem, o significado e a sonoridade para cumprir sua destinação poética. Segundo a autora, "afetar afetivamente as palavras podem espantar desafetos com o corpo", portanto "rir junto e muito, sim". As palavras abundantes nos tiram do enfezamento e aliviam as tensões. Quando brincamos e rimos como o outro,criamos laços de intimidade da linguagem. As crianças ao nos desconcertarem com suas palavras estão verificando se estamos vivos, é um convite a brincar e rir com elas.
DEISI, obrigado pelo valioso presente.