Uma maneira muito evidente que a criança tem é fazer relações entre o mundo interior e o mundo exterior. Este recurso suscitam verdadeiros nascimentos com a linguagem e que compreende um novo saber. Alguns exemplos da voz infantil são preciosos: "O calcanhar é o queixo do pé", ou " A cintura da mão usa relógio". É um novo saber que se quer explicar. Assim a criança está livre do medo de errar, pois ainda não está sob o julgamento e correção dos adultos. Ela está livre para inventar, transferir, comparar com a linguagem. A analogia requer um estado de atenção no que diz respeito à leitura do mundo que rodeia a criança. Os olhos e ouvidos devem estar atentos ao traduzir sons e imagens quando a criança relaciona com outro aspecto. Seria uma educação do olhar, do ouvir, do sentir? Elas, as crianças, costuram extremos com tanto encanto que não temos nem coragem de comentar. A analogia é base do conhecimento e vitamina do imaginário. A criança em sua ilimitada analogia faz do mundo sonoro, da imagens e dos significados uma cabana com uma folha de palmeira dobrada. Desta forma encontramos a percepção do mundo renovada e algo se amplia na nossa humanidade pensante. Este synthoma exige olhos de ver e ouvidos de ouvir de quem está próximo das crianças.
Synthomas de poesia na infância- Gloria Kirinus.