Ainda que a mensagem de um novo tempo na capoeira esteja entrecruzado em algumas amarras da vida, penso que resta giz entre as unhas para que a gente possa escrever outras histórias vividas e cantadas na roda. Haverá sempre um tempo de correntezas e águas calmas, portanto é preciso estar atento. O aqui e o agora já foi mais fácil; o jogo jogado, o impulso que vence a resistência do ar... Segue para onde os movimentos de pernas e braços de agora em diante?Jamais me libertarei dessa cena, cada tempo é um tempo.Não há decifrações. Há os encontros e experiências enraizadas sob o som do berimbau em ritmos soltos e securas contidas.Tudo em busca do entendimento acrescido de estranhamentos, ironias, diálogos e pitadas de risos, talvez sob temas movediços e instáveis.Puro viver!Cada começo é um desenlace, uma luz no fim do túnel. Eis a mão inacabada que ainda faz percurtir o som do arame,do aço. Aqui a alma se instala, respira eternidade.
"vento que venta lá, venta cá"



