

Embora pronunciasse palavras, o que ouvia era apenas o canto da ave. Voou até o ombro do capoeira e convidou-o a descansar e esperar a quietude. Mas as palavras que saiam tão claras daquela voz da natureza o perturbaram e parou. O pássaro compreendeu. Ouvia também o chamado que era percutido pelo arame daquele instrumento que chamava todos que estavam em volta. Era o momento da reflexão, da calma, do homem voltado para si. Quando isso acontecia, o canto do pássaro eram palavras compreensíveis. Sabia o capoeira que tinha feito muitos trajetos, jamais desistido. O capoeira que fazia o jogo da vida examinava cada passo do caminho que seguia. Mas diante dos percalços dessa vida, tinha o capoeira tanta segurança para seguir? O pássaro que desce do céu e sobre um galho seco canta, diz ao homem: amigo homem, esse é um caminho errado. Não vê?O homem parou. E qual seria o certo? O coração do homem é a medida do universo. Neste momento desdobrou-se para o capoeira o caminho correto. E, escorada em profunda felicidade, a Iúna voou até o ombro dele e se pôs a cantar.
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