A capoeira de Curitiba está em ascensão, há vários segmentos da arte de gingar em nossa cidade com excelentes trabalhos. Esta informação é notória e vitoriosa porque além de mostrar a função social da capoeira em bairros afastados da cidade, os grupos demonstram com muita habilidade que esta arte movida pelo berimbau consegue ser visada e reconhecida em uma cultura relativamente fechada e conservadora. Nós (curitibanos) devemos buscar nesse cenário a interação com essa diversidade através da troca de treinos, eventos e rodas no sentido de aproximar e engrandecer o nível de capoeira da cidade. Assim, quero agradecer aos alunos, do iniciante ao graduado, pelo entendimento dessa proposta dispondo a caminhar juntos. Em especial agradecimento a Tica, por ter encabeçado esta difícil tarefa de envolver e conduzir os alunos para a troca de tais experiências com outros capoeiristas.Tenho certeza que bons passos foram dados em relação a autonomia, confiança, autoconhecimento e motivação. Tal motivação leva-nos a crer que o capoeirista que "corre roda" volta melhor para o treino, há um desejo de superação que se potencializa através de um olhar ampliado da capoeira, além da mecânica dos golpes e gesto repetitivo do toque do berimbau. Nesse ínterim o camarada se distingue dos outros, torna-se mais espontâneo, singular, benfazejo nos gestos e atitudes. A verdade é que sempre haverá uma tarefa a ser cumprida; uma necessidade de acrescentar algo: essência, mandinga, destreza, personalidade...profundidade! São tantas as buscas até o fim da existência, cada um tem a sua. Mas lembre-se: nada de acomodação, portanto "rode" o quanto puder e desejar, os momentos são únicos, não tem como fazer de novo!! É na ligeireza dos atos que se aprende que cada um é cada um.
Ahhh,obrigada pelo agradecimento especial. Muitas vezes esperamos que alguém nos conduza nos caminhos que trilhamos e assim vamos nos descobrindo e consequentemente tornamo-nos capazes de atuar no mundo com mais segurança, por ter com quem contar. Devo dizer, que tal atitude de "pilhar" a galera a correr por esse mundo de meu Deus, partiu de uma necessidade própria, quando eu me afastara da capoeira em consequência dos compromissos com a vida. Tenho dito as pessoas que me acompanham nesta busca, que dá mais quem tem mais. O momento foi oportuno quando senti um pulsar mais forte, e percebi que estender a mão ao próximo, é também se dar a chance de ser feliz! Estou bem contente com nossos intercâmbios que nos proporcionam crescer como capoeiristas, fazer novas amizades e firmar ainda mais os laços que já existem! Iê, é hora é hora camará!!
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