para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Notas de inverno sob impressões de verão

A voz e a escuta ensaiam memórias, saberes, músicas, linguagens, jeitos e trejeitos em frias noites curitibanas. Há um certo número de almas que se engalfinham em nossas rodas de capoeira sob várias intenções: se movimentar, cantar e tocar um instrumento, encontrar os amigos, enfim, vencer o frio que tem feito ultimamente. Sim, joga-se e treina-se muita capoeira em Curitiba! Tal inverno não tem sido empecilho para se dedicar regularmente a arte. Os alunos que de alguma forma encontram motivação e inspiração na capoeira tem objetivos reais e verdadeiros para a sua vida. Tornamo-nos testemunhas de um espaço familiar no qual crescem uma menina, um poeta, um cantador etc alimentando-se um do outro, das emoções e mistérios que a vida e a distância proporcionam. Éh,a capoeira talvez seja uma fonte de alternativas em trânsitos permanentes à procura de originalidade que só a imaginação faz perceber o que pode ser. Mesmo em noites frias estamos esbarrando em algo para ser livre, revelamos cumplicidade e comprometimento consigo e com os outros em uma procura desenfreada de correlações, pulando fronteiras e desafiando a si mesmo.E qual é a consequência do que estamos falando?A procura de uma nova abordagem, a comoção e o colorido da vida. Com o nariz gelado e as bochechas cor de rosa é possível averiguar diálogos mais duradouros do capoeira das noites frias.

Um comentário:

  1. Quase fim de setembro.
    Sem capoeira desde o início de julho.
    Joelho me dobrou.
    A distância sempre me faz pensar mais.
    Sou de lá.
    Pertenço.
    Está em mim,mesmo que não pareça,
    mesmo que eu não apareça. Estou. Sou.
    Irei nem que seja para um Oi!
    mas sei que indo não ficarei parada.
    Então fico mais um pouco.
    Até quando, eu no chão, o joelho direito aguentar me levantar.
    E levantará. Breve!
    Jaguatirica

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