para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Como chegar até aqui com os pés no chão

Rebusco o baú da minha infância,  ato que  tornou-se necessário para a dita passagem do meu  tempo. Pestanejei e procurei interpretar o mundo a minha volta e,quando faço isso as imagens na memória dizem porque sou assim. Trago na lembrança  imagens da infância que não foram quebradas percebendo que minha trajetória humana não está sendo coisificada e sem sentido. Explico, pratico capoeira com poesia para que a vida seja mais leve.No entanto,estamos em tempos de rápida substituição das imagens da infância. As perplexidades redefinem a nossa vida, e por hora nos revelamos inseguros sem um porto seguro. Em estado de vigília vou me conduzindo com mais jogo de cintura, talvez pegando o caminho da volta: o da humanização, do bem querer, das pessoas, da natureza; caminhos tão difíceis nos dias atuais!Há muita apreensão, mas também muito afeto; em nossos tempos a imagem humana pode ser recuperada, dependerá do aprendizado que tivemos lá atrás. Desse modo, agrupo reflexões reinventando a toda hora convívios para que a vida continue eternizando..
Obrigado pelas palavras e gestos de carinho!

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