para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Campo pedagógico

Já passou o tempo em que o professor era o detentor do conhecimento e seus alunos, meros receptores de aulas conteudistas e mecanizadas; uma "educação bancária", que não levava em conta o conhecimento prévio do aluno;existiam ainda (ainda existem)aulas descontextualizadas que não refletia a realidade ministradas com conteúdos "depositados" sem nenhuma reflexão ou discussão, assim criticava Paulo Freire na sua Pedagogia do Oprimido. Considerando a intensa relação que a capoeira tem com a escola, ora fazendo parte do currículo ora realizando parceria com a instituição, podemos refletir a sua prática de maneira semelhante. No mundo contemporâneo o professor desce do pedestal e não detém mais o conhecimento. Agora ele (o profe) colabora na busca, motiva, está junto nas reflexões e discussões, oportuniza outras tantas possibilidades de aprendizado com o aluno. Não demoniza nem sacraliza as tecnologias, mas utiliza como importante ferramenta na construção do conhecimento.O ensinar e aprender capoeira permeia esse processo pedagógico havendo muitas possibilidades de utilizar o seu potencial (cultural, social, físico etc). Em POUCAS  metodologias que se encontram por aí é possível encontrar boas perspectivas, mas a maioria nehhh!..temos que rodar muito e fazer "vista grossa".Assim como o professor da área escolar deve estar sempre avaliando a sua prática, o profe de capoeira também pode estar atento a sua maneira de ensinar. Embora muitos insistam em práticas arcaicas em nome de uma pretensa "tradição", seu público não é mais o mesmo. Agora, os alunos são mais reflexivos, questionadores, estão mais informados e inseridos no mundo das tecnologias. Para dar conta disso, mestres e professores devem se conscientizar de que as coisas mudam e se transformam. A tradição é referência mas não é direção!é preciso estar atento às mudanças de paradigma: reinventar-se e recriar-se sempre que necessário, avaliar o caminho tomado e se preciso refazê-lo. Não é mais possível pensar uma aula de capoeira que se diz ativa e construtiva sendo que o professor quer ensinar no grito!É o desafio contemporâneo para os que leem, refletem e pensam que a EDUCAÇÃO é o melhor caminho para a mudança. Fica a dica!!!Blzzzzzzzzzzzz.





Um comentário:

  1. Exato meu caro! Quem ensina aprende ao ensinar e é reciproco, não há docência sem discência ! mto bom trabalho me surpreende mais e mais!

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