para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Pois é...

Que sorte a nossa quando podemos superar e depois rir de situações embaraçosas e difíceis do nosso cotidiano capoeirístico. Às vezes a dor física que, num momento de distração pode comprometer para sempre os movimentos da capoeira . De outra forma, são as dores da alma que nos tira o chão e ficamos sem rumo...por um bom tempo! Somos extremamente limitados para entender estas situações. E por um momento de distração, abrimos a janela do acaso e logo a rasteira da capoeira ou  da vida (que é mais dolorida) nos tira o terreno que até então era tão seguro. É o sinal para recuarmos e fazer uma avaliação, é momento para refazer, e até mesmo parar. Sim, brincamos muito com a vida sem darmos conta do limite existente, então é preciso estar atento aos sinais e respeitar o aviso. Sabemos que existência também ensinou ao homem encontrar meios de resistir dores ( do corpo e da alma), seja na experiência adquirida, seja com a ajuda das próprias pessoas com suas especialidades. Ao homem ficou a inteligência para encontrar meios de resistência e superação melhores hoje em dia. A capoeira também está por aí para fazer da vida um prazer, e mesmo que os movimentos físicos e as relações que nela ( a capoeira) extrapolam é necessário parar, reavaliar, refletir sem esperar pelo aviso. Pois é...precisamos de um puxão de orelha de vez em quando.

2 comentários:

  1. "Rasteira é golpe que não machuca ninguém não. Só dói o que desorienta!"

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  2. É ratão, nessas horas que a gente percebe que o nosso corpo é muito vulnerável né.
    E só o pensamento de parar, reduzir ou atrapalhar a capoeira nos deixa muito... desorientados!

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