para um bom leitor
...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
QUIPROQUÓ
Meus caros amigos, convido vocês para entrar nesta roda comigo.Quanto equívoco e situações desinteressantes têm rondado a nossa roda de capoeira neste ano de eleição. É claro que já esperávamos tudo isso, mas que a "carroça ia frente dos bois" na capoeira...haha! é demais! É o típico do discurso falacioso, vazio e incoerente...uma confusão de quem faz ou não faz pela capoeira.Tem coisas que precisam ser desconstruídas imediatamente. Alguém precisa falar para este sujeito que ele não está com a bola toda, está fora da realidade. Será que o capoeirista politiqueiro não se dá conta de que NÓS, capoeiristas de longa data sabemos quem é quem roda?! O contexto histórico das rodas por si só problematiza, denuncia e diz realmente quem joga e quem se esconde no berimbau. Políticos todos nós somos, mas não no sentido partidário.Para um bom entendedor "não fazer política já a estou fazendo".Não há a necessidade de uma apresentação formal, até porque muitos que são apresentados são os que menos entendem de capoeira.Perdemos um tempo muito rico nesta situação enganadora e cansativa. Há uma grande distância entre o discurso e a roda de capoeira, os mestres antigos alertavam este tipo de situação.Quem faz o capoeira é a roda, é inegável. E o marketing agressivo:" faça! me veja!! adicione...preciso de vocês". Tenho pena daqueles que dependem deste tipo de pessoa, imaginaram comigo?? Sugação total, até a última gota. E quando não der mais conta, coloca-se outra no lugar imediatamente. Havia um tempo negro em que, um mestre de capoeira procurava formar soldados para a sua capoeira em nosso Estado, hoje em dia não é muito diferente, só mudou a nomenclatura para: cabos eleitorais, educadores, monitores e o diabo à quatro. Fiz meu nome na capoeira frequentando as mais diversas situações de roda, poucas vezes fui apresentado.Mas lá estava eu com a cara e a coragem para ser reconhecido (jogando). Desta forma conduzo meus alunos e, todos sabem que a história do capoeira se constrói ao longo do tempo dentro da roda, nos treinos, no jogo difícil e perigoso, no berimbau bem tocado, mas dentro do fundamento da capoeira, ou seja, capoeirísticamente falando. Quero sim, chegar para a roda e ouvir falar dos mestres Bimba, Pastinha, Waldemar e tantos outros que fizeram e fazem história na arte-luta-dança, e não blá,blá,blá sobre política partidária. E como cidadão de direito deixo meu protesto em relação a esta esculhambação na capoeira. Toquem o berimbau e façam uma cantiga linda para eu poder jogar...por favor!
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Falou tudo Ratão.
ResponderExcluirPra bom entendedor, meia palavra basta.
E pra o bom entendedor na roda de capoeira, o JOGO basta.
Assino embaixo neste protesto também! Devo dizer, que sair da roda com dores no joelho, a esperar (respeitosamente) o discurso político partidário, diga-se, é um tanto desanimador, quando as dores musculares deveriam ser pela fadiga do jogo, da roda! Saber ouvir é importante, não nego,mas o discurso que esta posto, subverte a tão proclamada DEMOCRACIA! Políticas à parte, ainda bem que tem gente capoeirando por AMOR e não por interesse! Neste "partido" primeiro, sou militante, visto a camisa e faço campanha!
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