para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

domingo, 19 de dezembro de 2010

ao leitor-cúmplice!!

O que foi dito até agora estava eivado de expressões inesperadas, carregado de exigências dirigidas a um leitor que aceite desafios. Assim é meu dia-dia, continua sendo...! Claramente entendi as dificuldades de enquadramento a uma forma de enxergar o mundo, todos tem o seu ritmo e tempo de entender, e, capoeiristicamente falando: não é tão fácil assim, a capoeira é dinâmica até mesmo nas palavras, ela é e não é! (entendeu?). Entre falas que entrecortam o texto, é traçado uma preparação para adentrar a uma capoeira de enlaces profundos, debaixo de uma fisionomia externa, longe do que todos estão acostumados a ver. É sua síntese cultural própria. A capoeira é e vai continuar sendo uma reunião de noções primitivas e contemporâneas que se justapõem formando um mosaico a ser lido como este texto. Neste percurso fica a tentativa de misturar seres míticos, poéticos e mágicos, bem como diferentes falares brasileiros, como o erudito e o popular misturados a vocábulos africanos e indígenas. Eis o nosso caldeirão fervente, essencial à formação da identidade brasileira. E nessa viajem, buscamos por elementos nacionais entranhados no mais profundo inconsciente coletivo como onças, sacis, lendas, e feitos dos grandes mestres. São representantes do imaginário social brasileiro e a capoeira não deixa nada faltar. O final deste texto sugere uma continuidade, uma forma de permanente busca do "homem-completo". As caracteristicas empreendidas até esse momento proclama harmonizar os contrários. Ao parafrasear a cantiga de 'BOA VOZ", digo que o "calado é vencedor porque o veneno que sai pela boca é mais mortal que aquele que entrou".
Obrigado leitor pelo desafio da Leitura.

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