O que foi dito até agora estava eivado de expressões inesperadas, carregado de exigências dirigidas a um leitor que aceite desafios. Assim é meu dia-dia, continua sendo...! Claramente entendi as dificuldades de enquadramento a uma forma de enxergar o mundo, todos tem o seu ritmo e tempo de entender, e, capoeiristicamente falando: não é tão fácil assim, a capoeira é dinâmica até mesmo nas palavras, ela é e não é! (entendeu?). Entre falas que entrecortam o texto, é traçado uma preparação para adentrar a uma capoeira de enlaces profundos, debaixo de uma fisionomia externa, longe do que todos estão acostumados a ver. É sua síntese cultural própria. A capoeira é e vai continuar sendo uma reunião de noções primitivas e contemporâneas que se justapõem formando um mosaico a ser lido como este texto. Neste percurso fica a tentativa de misturar seres míticos, poéticos e mágicos, bem como diferentes falares brasileiros, como o erudito e o popular misturados a vocábulos africanos e indígenas. Eis o nosso caldeirão fervente, essencial à formação da identidade brasileira. E nessa viajem, buscamos por elementos nacionais entranhados no mais profundo inconsciente coletivo como onças, sacis, lendas, e feitos dos grandes mestres. São representantes do imaginário social brasileiro e a capoeira não deixa nada faltar. O final deste texto sugere uma continuidade, uma forma de permanente busca do "homem-completo". As caracteristicas empreendidas até esse momento proclama harmonizar os contrários. Ao parafrasear a cantiga de 'BOA VOZ", digo que o "calado é vencedor porque o veneno que sai pela boca é mais mortal que aquele que entrou".
Obrigado leitor pelo desafio da Leitura.
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