para um bom leitor

...escrever é sempre um ato de existência.Quando se escreve conta-se o que é...A história é mais real do que qualquer explicação.A realidade do que sou está mais no que escrevo do que nas racionalizações que possa fazer. (Ruth Rocha)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

poros por uma capoeira

"Berimbau já deu chamada, já é hora de lutar! Pois quem luta, luta mesmo...quem não luta fica a olhar"(DP). Atravessaremos longas distâncias, debateremos com verdades apressadas, e, a todo momento um tombo perversamente imprevisto. Este momento é o pão de cada dia. Agora em diante a ordem é rondar em busca de um sol que ponha tudo novamente a funcionar. Os poros ainda estão entupidos e cheio de poeiras, mas anunciam promoções. Não se alcança a compreensão do mundo e das pessoas sem os abismos e o desconcerto das situações. Nem que seja pelos poros da palavra. Nós, loucos e lúcidos por capoeira temos o jeito de simular e dissimular, portanto, temos o direito de cantá-la lírica e cinicamente, afinal não se alcança o instante poético sem uma brecha. Sempre haverá reservas, poéticas ou não, para as próximas temporadas: falas, rostos; tudo-todo é matéria prima para a capoeira. O berimbau dá a mesma sensação de caminho, de fôlego, de libertação. Afirmando sua sobrevivência, escrevo o que seja ele dentro de mim. Sim, a roda está aberta, voltamos a jogar intensamente. Ie! é hora, é hora camará.

Um comentário:

  1. "A hora é essa, a hora essa...Berimbau tocou na capoeira, berimbau tocou eu vou jogar!"
    Nesse momento todos os meus poros transpiram felicidade e sinto todos os sintomas do contentamento!!

    Ahhhh como é bom gingar!

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